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domingo, 4 de outubro de 2026

PS aponta perdas de milhões de euros na execução do PRR em Vouzela

 A vereadora do PS na Câmara Municipal de Vouzela, Catarina Meneses, critica a execução de projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), apontando para milhões de euros que terão sido perdidos pelo município devido a atrasos e à não concretização de projetos aprovados.


“Terminada a execução física do PRR e estando em conclusão a execução financeira, se em 
outras latitudes se fala em ganhos, em Vouzela, por responsabilidade e inércia do Município, é preciso falar em perdas, em oportunidades perdidas”, afirma Catarina Meneses.

A autarca manifesta particular preocupação com projetos cuja execução se atrasou e cuja conclusão permanece dependente de decisões da tutela. Entre os casos apontados estão a Creche de Queirã e a Loja do Cidadão de Vouzela.

A habitação é outra das áreas destacadas pela vereadora. O Município de Vouzela – salienta - não terá executado um projeto aprovado para a aquisição de 21 fogos, correspondente a um financiamento de cerca de 2,7 milhões de euros.

A estas verbas, acrescenta o caso do Centro de Saúde de Vouzela, que, segundo a vereadora, terá representado uma perda de 1,4 milhões de euros. No conjunto das áreas da Saúde e da Habitação, Catarina Meneses estima assim em cerca de cinco milhões de euros as verbas que, na sua perspetiva, Vouzela terá deixado de aproveitar.

“Vouzela perde, por sua exclusiva responsabilidade, só nas áreas da Saúde e da Habitação, cerca de 5 milhões de euros”, sustenta a vereadora, alertando ainda para o risco de outros projetos financiados pelo PRR não serem concluídos nos prazos previstos.

Entre as situações que considera mais preocupantes está a Loja do Cidadão de Vouzela. Catarina Meneses questiona como será assegurada a conclusão da obra, tendo em conta um financiamento no âmbito do PRR de cerca de 1,5 milhões de euros e o atual estado de execução do projeto.

A vereadora sublinha ainda o caráter excecional das condições de financiamento do PRR, nomeadamente pelo facto de estas não exigirem, em determinados projetos, a comparticipação nacional associada a outras linhas de financiamento.

Para Catarina Meneses, a situação traduz “oportunidades desperdiçadas para a população vouzelense” e revela, da parte do município, uma utilização insuficiente dos fundos comunitários disponíveis.

As críticas da vereadora do PS surgem num momento de encerramento da execução do PRR, colocando em debate a capacidade do Município de Vouzela para concretizar os projetos aprovados e assegurar a conclusão das obras que permanecem em execução.

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