Espaço de notícias da região centro

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Balcão Único do Prédio em Ventosa a partir de 25 de janeiro

 Com o objetivo de aproximar o serviço aos cidadãos, a partir do dia 25 de janeiro os serviços do Balcão Único do Prédio (BUPi) de Vouzela vão ser descentralizados pelas freguesias do concelho.


A primeira freguesia a acolher os técnicos do BUPi é Ventosa e os proprietários desta freguesia deverão dirigir-se, mediante marcação prévia, à sede daquela junta para efetuar a identificação e o registo dos seus terrenos.



O processo é simples e gratuito e o agendamento deverá ser feito através da Câmara Municipal pelo 232 740 740, ext. 4 ou do mail bupi@cm-vouzela.pt

Para efetuar o registo das propriedades é necessário apresentar o cartão de cidadão do titular e a caderneta predial da Autoridade Tributária.

Para mais informações contacte a Câmara Municipal de Vouzela.

quinta-feira, 1 de abril de 2021

4 Milhões de euros em recuperação de património na Região Centro


A Direção Regional de Cultura do Centro tem em curso 7 projetos financiados no âmbito do Centro 2020

 

A Direção Regional de Cultura do Centro viu, nos últimos meses, aprovadas 7 candidaturas no contexto do Programa Operacional Centro 2020 que permitirão a criação de melhores condições de acesso a bens culturais através da reabilitação, salvaguarda, conservação, restauro e valorização de diversos monumentos nacionais, cuja história e importância são da maior relevância para a cultura do nosso País.

Com um investimento total de 4 milhões de euros, estas intervenções são, igualmente, estratégicas no quadro da capacidade de atração e desenvolvimento territorial sendo a sua concretização uma prioridade para a Direção Regional de Cultura do Centro. Dos 7 projetos aprovados, encontram-se já em execução as obras do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha (Coimbra), da igreja do Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão (Mangualde) e da Igreja do Carmo (Coimbra), sendo que as restantes serão iniciadas até ao final do primeiro semestre de 2021.

 

"Em 2022, a Região Centro terá ao seu dispor um património requalificado e com melhores condições para assegurar a salvaguarda e promoção de parte da sua história e identidade e, de igual modo, um património valorizado que irá contribuir para superar os desafios que se avizinham do ponto de vista do desenvolvimento e promoção territorial. No entanto, há ainda muito a fazer, porque a preservação e salvaguarda patrimonial é  um trabalho continuado  no tempo. Por esta razão, a “Estratégia Regional de Cultura 2030” definiu como um dos seus objetivos estratégicos a reabilitação, valorização e dinamização do património cultural através de um plano sistemático, de escala regional, que atenda às necessidades do património móvel e imóvel, material e imaterial da região Centro” sublinha Suzana Menezes, Diretora Regional de Cultura.

 

Paralelamente, a Direção Regional de Cultura do Centro acompanha mais 57 projetos de reabilitação de património, através de protocolos celebrados com municípios e outras entidades públicas e privadas, no âmbito dos quais a DRCC garante o acompanhamento e apoio técnico na fase do lançamento dos procedimentos pré-contratuais inerentes à realização das empreitadas, na fase de execução das obras e ainda na definição da gestão futura dos espaços.

 

BI das obras

 

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha - Coimbra

Valor total: 641.721,21€

Valor comparticipado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional: 585.400,59€

Início da obra: Maio de 2020

Conclusão: Setembro de 2021

 

A necessidade desta obra verificou-se após as fortes cheias ocorridas em 2016 que provocaram danos significativos no imóvel e ameaçavam a integridade das estruturas: desmoronamentos, acumulação de líquenes e degradação de paramentos pelo acumular de água, danos em percursos de visita, meios de acesso, instalações elétricas, mecânicas e inutilização do depósito de materiais arqueológicos.  Tornou-se premente efetuar reparações e desenvolver mecanismos de proteção que, em situações atmosféricas anómalas, minimizem danos e perdas neste Património que poderão ser irreversíveis. O projeto, da autoria dos Arquitetos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez – autores do projeto inicial –, com o apoio técnico da Direção Regional de Cultura do Centro, tem como objetivo a conservação do edifício classificado e a beneficiação e valorização dos espaços envolventes que ficaram danificados com as cheias, de modo a restituir ao espaço as condições de visita.

A obra conta com um trabalho exaustivo de conservação e restauro dos materiais pétreos, cerâmicos, azulejares e em rebocos, na igreja e no claustro, bem como com a recuperação do pavimento no corpo da igreja e dos passadiços exteriores. Contempla ainda a dotação de espaço a cota que permita a salvaguarda do espólio arqueológico armazenado, a eliminação de entradas diretas de águas por zonas que não se encontram vedadas com muro e o reforço do sistema de bombagem existente na igreja. Também os comandos serão relocalizados, o sistema de rega reparado e o sistema de vigilância ampliado.

 

O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha foi classificado como Monumento Nacional em 1910. A sua origem remonta ao século XIII. No entanto, o conjunto que subsiste é exemplo do gótico tardio e data, essencialmente, do século XIV. A relação com o Mondego revela-se problemática em 1331, ano em que ocorre a primeira grande cheia. No final do século XVI, as condições de vida eram já impraticáveis e o abandono definitivo dá-se em 1677. Após séculos de abandono, em que grande parte dos vestígios ficaram submersos, em 1995 inicia-se uma campanha arqueológica que permitiu pôr a descoberto parte do antigo mosteiro. O Mosteiro foi objeto de uma das mais extensas e complexas obras de recuperação, restauro e valorização efetuadas em Portugal, tendo sido inaugurado em 2009, após a recuperação da igreja, a criação de um centro interpretativo e  a implementação de um circuito de visitas.

 

 

Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão – Mangualde

Valor total: 500.000,00€

Valor comparticipado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional: 425.000,00 €

Início da obra: Outubro de 2020

Conclusão: Final de 2021

 

Com a extinção das ordens religiosas, em 1834, o mosteiro foi abandonado e o seu património móvel e integrado disperso. Hoje o estado de degradação do Mosteiro é evidente, sendo necessária uma requalificação urgente. O projeto desenvolvido parte da necessidade de suster a ruína, centrando-se sobretudo na igreja que será alvo de uma intervenção estrutural com substituição do revestimento em telha, ações de conservação e restauro sobre elementos pétreos, recuperação e consolidação de alvenarias e abóbadas, instalação de caixilharias. Serão consideradas também ações de travamento estrutural nas arcadas do claustro e no tardoz da capela-mor. Executada esta operação, o Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão passará a ser visitável. Esta operação permitirá ainda a concretização de dois objetivos estratégicos: a interpretação cultural, histórica e arquitetónica do lugar através da criação de uma exposição de longa duração e a sua inserção nos roteiros culturais e turísticos do Município de Mangualde, estando já desenhado um plano de programação cultural pelos serviços Culturais da Câmara Municipal que envolve agentes culturais locais e nacionais.

O Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão foi classificado como Monumento Nacional em 2002. A sua fundação está atribuída a D. Soeiro Teodoniz, dentro da Regra Beneditina. Crê-se que foi em 1168 que o cenóbio foi aqui instalado. A partir de 1188 adota a Regra de Cister, sob dependência dos abades de Alcobaça. Coevo à fundação da nacionalidade, foi desde logo beneficiado e privilegiado por D. Afonso Henriques. Dos primórdios da fundação há ainda visível o volume constituído pela torre do século XII.  A partir do século XVII são realizadas profundas alterações com a construção do claustro e da fachada, conforme se constata pela epígrafe 1613 exibida na portaria. Desta época, datam o claustro, a sala do capítulo, o refeitório, a cozinha, a adega e outras dependências, ficando as celas situadas no piso superior, bem como o quarto do Dom Abade, a biblioteca e a enfermaria. A igreja de nave elíptica data da década de 1740, tendo ficado concluída em 1779.

 

Mosteiro de Celas – Coimbra

Valor total: 271.402,70€

Valor comparticipado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional: 240.573,51 €

Início da obra: Abril 2021

Conclusão: Março 2022

 

O Mosteiro de Celas é, atualmente, considerado um dos mais importantes conjuntos edificados de Coimbra, pleno de desafios à História da Arte Medieval e, simultaneamente, revelador de diferentes correntes artísticas da Coimbra dos séculos XIII/XIV a XVIII. Esta intervenção assume especial relevância cultural e científica, quer do ponto de vista local, quer do ponto de vista nacional e internacional, e tem como objetivo a conservação do edifício classificado, cujas sucessivas infiltrações através das coberturas em telha cerâmica têm desencadeado a sua degradação.

Além da revisão e substituição de elementos danificados no revestimento em telha cerâmica, a intervenção abrange ações de conservação e restauro no âmbito da estabilização de elementos em pedra, promovendo, consequentemente, a beneficiação deste espaço e a sua dignificação enquanto relevante objeto artístico-arquitetónico, cultural e histórico. Após a conclusão da obra, estarão garantidas as condições para manter a utilização e fruição do monumento e a realização de eventos de índole religiosa e cultural.

O Mosteiro de Celas inclui a primeira igreja feminina cisterciense construída de raiz que, apesar das sucessivas alterações e do carácter sóbrio geral, mantém importantes trechos da escultura gótica trecentista em Portugal nas duas galerias do claustro com decoração historiada nos capitéis da transição do século XIII para o XIV. No interior da igreja, provavelmente construída sob a orientação de Diogo de Castilho, destacam-se elementos como a abóbada polinervada e contrafortada, obras de caráter renascentista e maneirista e os retábulos em talha barroca e marmoreados, de meados do século XVIII. Salientam-se ainda o coro executado por Gaspar Coelho, no final do século XVI, os lambris de azulejos setecentistas e de fabrico coimbrão, a estatuária e as telas pintadas. O portal principal data do século XVI (1530), e, no século seguinte, foi sobreposto no segundo registo da fachada principal o mirante de nove janelas. A planta centralizada da igreja é um exemplo raro nos mosteiros femininos portugueses. As mais recentes teorias apontam para que este esquema planimétrico correspondesse ao da origem do mosteiro, à semelhança do que a própria D. Sancha fizera no convento cisterciense de Alenquer, do qual ainda restam vestígios da rotunda.

 

Igreja do Carmo  - Coimbra

Valor total: 203 970,00€

Valor comparticipado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional: 140 108,44€

Início da obra: Março 2021

Conclusão: Março 2022

 

A intervenção na Igreja do Carmo visa a conservação e  beneficiação do imóvel e do seu valor patrimonial. A ocorrência de sismos causou a fissuração do alçado principal e as aberturas de juntas que se verificam em vários pontos das abóbadas, degradando consideravelmente o imóvel. Esta intervenção contempla reparações e mecanismos de proteção que impeçam que o monumento possa sofrer danos e perdas irreparáveis. Esta obra garantirá a salvaguarda e criação de condições para a sua visitação e promoção turística.

O Colégio de Nossa Senhora do Carmo destaca-se na série dos colégios universitários de Coimbra situados na Rua da Sofia e hoje incluídos na área integrada na Lista do Património Mundial da UNESCO.

Este polo quinhentista da Universidade é mandado construir por Frei Brás de Braga a partir de 1536. De invulgar largura para a época, a rua era/ é conformada por uma série de Colégios, que incluem o Colégio do Carmo, fundado em 1540, pelo bispo do Porto, D. Frei Baltasar Limpo. Serviu o propósito inicial de acolher os clérigos da diocese do Porto que viessem seguir os estudos em Coimbra, sendo depois doado pelo prelado aos frades da ordem dos Carmelitas Descalços. O edifício foi alvo de duas campanhas de obras, a primeira em que foi construído o noviciado, da autoria do arquiteto Diogo de Castilho, concluída em 1548 e, já na década de noventa, entre 1597 e 1600, por iniciativa do Bispo de Portalegre, D. Frei Amador Arrais, foram construídos a igreja e o claustro, por Francisco Fernandes.

A Igreja de Nossa Senhora do Carmo é considerada o coroamento de todas as pesquisas arquitetónicas citadinas na linha evolutiva das primeiras edificações portuguesas de estrutura renascentistas ali construídas, integrando-se na tipologia das "igrejas-caixa" como uma original e consistente variação das mesmas.

 

Sé Nova – Coimbra

Valor total: 415.522,50 €

Valor comparticipado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional: 367.017,37 €

Início da obra: Abril 2021

Conclusão: Março 2022

 

A intervenção na Sé Nova garantirá as reparações e o desenvolvimento de mecanismos necessários à proteção e salvaguarda do imóvel. A sua degradação, causada não só pelo tempo mas também por infiltração de águas pluviais nos terraços das coberturas, colocou em causa o património e as estruturas funcionais do imóvel. Esta obra assegurará a salvaguarda e criação de condições para a visitação e promoção turística da Sé Nova.

A construção da Sé Nova teve início do século XVI e uma duração de cerca de cem anos. É parte integrante do conjunto maneirista edificado pela Companhia de Jesus na alta da cidade – o Colégio de Jesus ou Colégio das Onze Mil Virgens. Este conjunto monumental, iniciado durante a Reforma do ensino universitário levada a cabo por D. João III e, mais tarde, intervencionado no âmbito da Reforma Pombalina, ganhou particular relevância no contexto da expansão e evolução científica e cultural promovida pela Universidade de Coimbra, tendo tido um papel fundamental nos capítulos da história social e artística nacional. A inscrição deste imóvel na lista de Património Mundial da UNESCO atesta a sua relevância patrimonial internacional.

 

Sé Velha – Coimbra

Valor total: 410.140,95€

Valor comparticipado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional: 366.900,09 €

Início da obra: 1º semestre de 2021

Duração: 1 ano

 

A intervenção na Sé Velha prevê reparações e o desenvolvimento de mecanismos de proteção da envolvente do edificado. Para além da execução de um novo revestimento dos terraços em telha cerâmica e chapa de zinco, a intervenção abrange ações de conservação e restauro no âmbito da estabilização de elementos estruturais de suporte das coberturas. Com a intervenção será possível manter utilização atual do monumento, mantendo-o aberto ao público para visita durante e após o período de obras e a continuação da realização de eventos de índole cultural.

 

A Sé Velha de Coimbra está classificada como Monumento Nacional , tendo sido inscrita, em Dezembro de 2013, na Lista do Património Mundial pela UNESCO a “Universidade de Coimbra – Alta e Sofia”.

Estilisticamente inserida no “românico afonsino” ou “românico coimbrão da segunda fase”, que corresponde ao reinado de D. Afonso Henriques. Todavia, teve raízes anteriores à fundação da nacionalidade. Foi mandada construir por ação do bispo D. Miguel Salomão, em 1162, campanha de obras que se prolongou até à primeira metade do século XIII. No início desse século foi construído o claustro, o primeiro em estilo gótico em Portugal em edifícios não cistercienses. Foram particularmente importantes as obras executadas ao longo do episcopado de D. Jorge de Almeida, na viragem para o século XVI (1498) e na primeira metade deste, destacando-se o retábulo principal, de madeira dourada e policromada, em gótico flamejante.

 

 

Sé de Viseu

Valor total: 1 348 097,96€

Valor comparticipado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional: 1 173 000,00€

Lançado concurso público a 8 de março de 2021

 

A intervenção na Sé de Viseu será uma intervenção estruturante e que resultará na melhoria das condições de fruição deste espaço através de ações de salvaguarda do património, com particular foco na sua capacitação para o acesso de pessoas com mobilidade reduzida.

A antiga Residência Paroquial sofrerá a intervenção mais significativa dentro do conjunto, sendo o interior integralmente reformulado. Aí será instalado um elevador, permitindo o acesso por todos os visitantes ao piso superior e ao Passeio dos Cónegos. No interior da igreja será executada uma estrutura de elevação do pavimento do transepto, visando a proteção da zona onde existem sepulturas. A Torre do Relógio ficará acessível ao visitante através da execução de acesso vertical. Alguns pontos frágeis do conjunto serão alvo de ações corretivas: revisão de coberturas e sistemas de drenagem de águas pluviais, reparação de fissuras e fraturas em paramentos e outros trabalhos de consolidação estrutural, trabalhos de limpeza e pinturas, reparação e substituição de caixilharias degradadas.

No exterior, duas plataformas mecânicas instaladas nas escadarias permitirão o acesso quer à antiga Residência Paroquial, quer ao claustro e daí às restantes áreas da Sé, por pessoas com mobilidade condicionada. As ações de conservação e restauro abarcam um conjunto de elementos de inestimável valia artística e que importa preservar: o retábulo da capela-mor, a capela da Anunciação e a Capela do Crucificado, assim como painéis de azulejos da antiga Capela Batismal e da Capela de São Pedro.

O projeto de intervenção surge de quatro objetivos estratégicos: Salvaguardar e reabilitar o património afeto à Sé de Viseu; Criar condições de conservação dando continuidade à integridade física do imóvel; Promover a valorização turística do monumento; Contribuir para o reforço do posicionamento da Região Centro enquanto destino turístico de excelência.

Localizada no Centro Histórico da cidade, a Sé de Viseu está classificada como Monumento Nacional desde 1910.  Edificada nos inícios do século XII, associada ao paço condal e ao castelo, a Sé de Viseu sofreu várias remodelações nos séculos XIII-XIV, com a edificação do claustro gótico e do novo corpo da catedral. Os séculos XV e XVI correspondem ao maior ciclo construtivo do templo, com a construção da abóbada de nós, de uma fachada manuelina e do claustro renascentista da traça de Francesco da Cremona, o arquiteto de D. Miguel da Silva.

 

Reunião da Comissão Política Concelhia de Resende

 Tendo como primeiro ponto da ordem de trabalhos a “deliberação sobre a  recandidatura do atual Presidente da Câmara - Manuel Garcez Trindade, no  seguimento das orientações dos órgãos nacionais e dos estatutos do Partido  Socialista” reuniu esta sexta-feira, 26 de março, a Comissão Política Concelhia de  Resende (CPCR) no espaço polivalente da Escola Secundária. 

Numa decisão por voto secreto em urna, em que participaram cerca de dois terços dos  elementos com direito a voto, 97,0% dos presentes disseram não à recandidatura do  atual presidente, Manuel Garcês Trindade, nas listas do PS. 

Este órgão, onde têm assento 62 eleitos do PS, reuniu no cumprimento da lei do  Estado de Emergência e das normas do distanciamento social. 

Tinha também na ordem de trabalhos a discussão, preparação e orientação do  processo autárquico. Neste ponto a CPCR mandatou o presidente da concelhia,  Jorge Caetano, e o Secretariado para efetuarem as diligências e tomarem as  decisões necessárias para a constituição das listas dos candidatos do Partido  Socialistas de Resende às próximas eleições autárquicas.

ESTRADA QUE LIGA SÁTÃO A VISEU VAI FINALMENTE AVANÇAR


 

Sendo público que já tinha sido assinado um protocolo entre o Governo e o Município de Sátão, tendo à data como Primeiro-Ministro o Dr. Pedro Passos Coelho, finalmente, após longos anos de esforço, preocupações e de negociações, a requalificação da EN229 vai avançar.

Irão beneficiar  desta importante requalificação não só os concelhos de Sátão e de Viseu, como os de Vila Nova de Paiva, Aguiar da Beira, Moimenta da Beira, Sernancelhe, Penedono e São João da Pesqueira. A Infraestruturas de Portugal confirmou que, finalmente, a requalificação da Estrada Nacional 229, que liga Sátão a Viseu vai avançar.

O investimento com um valor de 12.3 milhões de euros será em parte suportado pelos Municípios de Sátão e de Viseu.

A entidade responsável pela execução, fiscalização e gestão da obra está ao cargo da Infraestruturas de Portugal.

domingo, 7 de fevereiro de 2021

Projeto de resolução

 O deputado José Rui Cruz, eleito do PS pelo circulo eleitoral de Viseu, conjuntamente com outros deputados do distrito de Castelo Branco e Viseu,  na sequência de trabalho parlamentar que incluiu audições em sede de Comissão de Agricultura e Mar com várias associações de produtores, depois das intempéries de 30 e 31 de maio últimos, coredigiu e subscreveu um Projeto de Resolução que recomenda ao Governo a abertura de avisos para o apoio de candidaturas para instalação de sistemas de anti granizo, ou outros sistemas que sejam comprovadamente eficientes e ambientalmente sustentáveis, na região da Douro Sul e Cova da Beira, de forma a tornar mais resiliente o sector da fruticultura face a fenómenos atmosféricos extremos.

Refere o Projeto de Resolução que “(…) Quase todos os anos se verificam fenómenos atmosféricos extremos, que se manifestam de diversas formas sobre o território e afetando com maior ou (menor) severidade as diversas culturas. De entre estas ocorrências destacam-se as trombas de água, granizo, saraiva, geada, tornados ou outros fenómenos que se abatem sobre as culturas frutas e hortícolas, afetando todo o território nacional com gravosos impactos económicos e financeiros na atividade dos agricultores, colocando por vezes em causa a continuidade da atividade.”

Diz o documento que após as intempéries do ano passado “se viveu uma calamidade no sector, com perda de todo o ano agrícola no sector da fruticultura”, incluindo produtos DOP e IGP como a Maçã da Beira Alta ou a Cereja da Cova da Beira, estimando perdas globais entre 70% a 90% da produção nas regiões sinistradas.

Sendo sobejamente reconhecido o esforço dos produtores na modernização e adoção das melhores técnicas, correspondendo aos desafios das alterações climáticas, pugnam os eleitos pela “contínua aposta de políticas públicas no setor agrícola, em concreto no setor da fruticultura mais exposto às alterações climáticas, políticas que auxiliarão o fomento da coesão territorial”.

Concluem os deputados referindo que “(…) de forma a evitar sinistros nas diversas culturas, fruto de fenómenos meteorológicos extremos, e consequentemente perda do potencial produtivo e abandono das culturas e dos territórios, é crucial dotar o sector de mecanismos inovadores protetores das culturas, como coberturas de telas anti granizo. A implantação de sistemas de cobertura é uma forma eficiente de aliar a constante preocupação dos produtores em reduzir o impacto dos fenómenos adversos e responder às crescentes necessidades de mercado e aos compromissos assumidos.”

O Projeto de Resolução deu entrada no dia 4 de fevereiro de 2021

70 Mil Euros para projetos culturais de caráter não profissional

 A 3ª edição do Programa de Apoio à Ação Cultural na Região Centro foi adaptada às atuais condições de produção e fruição cultural

 

A Diretora Regional de Cultura, Suzana Menezes, apresentou hoje a 3ª edição do Programa de Apoio à Ação Cultural na Região Centro, a sessão online contou com mais de 270 participantes em permanência, de vários distritos do país. O PAAC tem como prioridade apoiar a atividade cultural da região através do apoio a  iniciativas que estimulem a capacitação das comunidades locais, do fortalecimento do tecido cultural não profissional, da estimulação da criação de redes culturais nos territórios e de uma política de qualificação dos agentes culturais não profissionais. É nesse sentido que a Direção Regional de Cultura do Centro reforça este programa suportado

exclusivamente através do seu Orçamento. São 70 mil euros, mais 17% face a 2020, para projetos nas áreas da criação artística, da difusão das artes do espetáculo, das artes plásticas, da difusão e formação de cinema e audiovisual, e da edição. O apoio é atribuído mediante um processo de avaliação de mérito, de natureza qualitativa e quantitativa e de acordo com os critérios apresentados no regulamento disponível no website da DRCC - culturacentro.gov.pt .

2021 traz algumas novidades ao PAAC a primeira é o lançamento do programa de formação dos agentes culturais. A Direção Regional de Cultura do Centro defende a formação dos agentes culturais não profissionais como forma de apoio à cultura, "oferecer ferramentas que permitirão uma melhor valorização e dinamização de cada projeto cultural resultará no crescimento sustentado destas estruturas" afirma Suzana Menezes. Entre fevereiro e julho de 2021 serão realizados três workshops: "Como elaborar um projeto cultural?", "Plano de comunicação para projetos culturais", "Mecenato e patrocínio de projetos culturais". Estes não serão exclusivos para candidatos ao PAAC, admitindo a inscrição de qualquer agente cultural, não profissional,

(retirar) da região centro. A participação nos workshops é gratuita.

A segunda novidade, e que se torna mandatória face à forma como passámos a viver, a fazer e a usufruir da cultura, é a inclusão da modalidade online no regulamento. Os projetos de criação e difusão artística e os projetos de difusão e formação de cinema e audiovisual poderão agora ser realizados em modo presencial ou virtual, desde que feitos e transmitidos em tempo real.

Também as despesas com licenças e recursos técnicos para a realização do

streaming são agora elegíveis.

Por último, a criação de subcritérios de avaliação, esta medida permitirá aos candidatos a preparação de uma candidatura mais rigorosa e a obtenção de uma avaliação mais justa.

As candidaturas ao Programa de Apoio à Ação Cultural na Região Centro decorrem de 1 de fevereiro a 31 de março, em culturacentro.gov.pt, osresultados serão divulgados a partir de 30 de abril. Entre o conjunto de atribuições e competências das Direções Regionais de Cultura, encontra-se o apoio a iniciativas culturais, de caráter local ou regional, realizadas por agentes e estruturas de caráter não profissional.

Neste contexto, a Direção Regional de Cultura do Centro, implementou, em 2019, o Programa de Apoio à Ação Cultural. No último ano, o PAAC apoiou 32 projetos, em 15 concelhos da região centro, num investimento de mais de 60 mil euros.

 

domingo, 31 de janeiro de 2021

IMAGENS DO LIVRO DO “DESCOBRIR” EXPOSTAS EM COIMBRA NA APP

 EXPOSIÇÃO “O ROSTO DA NATUREZA” DE ANÍBAL SERAPHIM

A Casa da Mutualidade – Galeria de Arte e Centro de Mutualismo, a montra de exposições de A Previdência Portuguesa, foi o palco da inauguração da exposição de fotografia do autor Aníbal Seraphim, “O Homem da Máquina Cor de Rosa”, no passado dia 4 de Janeiro pelas 17h30.

Nascido no Porto e vivendo em V.N.Gaia, Aníbal Seraphim foi o duplo vencedor do concurso de fotografia “Descobrir SÃO PEDRO DO SUL” em 2018, nas categorias Património e Paisagem, e vencedor do concurso “Descobrir VILA MAIOR 2020”.




No livro “Descobrir SÃO PEDRO DO SUL” é autor de oito das 98 fotografias que compõe o livro, sendo de sua autoria a icónica fotografia de encerramento do livro, intitulada “O Rosto da Natureza”.

A foto tem sido o foco de atenções para mostras e exposições na região de Lafões, dada a divulgação das belezas da região que o autor tem realizado, e mostra-se honrado pelo convite de A Previdência Portuguesa para expor as suas fotografias em Coimbra, berço do “Descobrir”.

Não esquecendo as origens de onde começou esta aventura expositiva, com as suas imagens patentes em exposições do “Descobrir” desde 2017, do seu vasto espólio fotográfico optou pela temática da Natureza, integrando assim as imagens captadas durante os quatro eventos do “Descobrir” e alguns cenários de ruralidade da região que captou durante as suas reportagens.

Complementa a exposição com imagens de fauna e flora de várias regiões do globo, um dossier com artigos publicados, imagens de fotojornalismo, livros do qual contém imagens ou poesia, entre os quais o dissociável livro “Descobrir SÃO PEDRO DO SUL” e uma pintura de Teresa Erse a partir de uma das fotografias premiadas.

A exposição está patente até 29 de Janeiro de 2021 na Rua Doutor Manuel Rodrigues 5, Coimbra, de segunda a sexta das 9h00 às 12h30 das 14h00 às 18h30.